''Hildinha querida, recebi seu bilhete magoado com as fotografias (lindas: meu eu-Narciso teve orgasmo). Escrevi há pouco tempo uma longa carta, comentando o Fluxo-Floema, creio que não recebeste — caso isso tenha acontecido, repito que gostei muito. A estória do desastre com o Dante me preocupou bastante — não entendo por que ele não pediu a alguém que passasse um telegrama para cá, avisando, eu teria ido de ônibus até Caxias. Deve ter sido tristíssimo ficar simplesmente sozinho numa cidade estranha e, o que é pior, num hospital. Mas o importante é que ele já se recuperou bem. Diga a ele que os meus pais gostaram
muito dele, até mesmo o meu pai, que é a própria ostra de tão fechado, chegou a dizer que era o primeiro amigo meu que ele gostava. Minha tia e minha mãe acharam ele o homem mais bonito que elas já viram; e meu irmãozinho gostou porque “ele parece o Bufalo Bill”. Elogios aos potes.
Ana Lúcia está aqui, com Medéia. Conversei rapidamente com ela depois do espetáculo, depois não tive mais tempo de aparecer: ela não está muito bem, meio de fossa, falando em largar o teatro. Não gostei do espetáculo — foi todo feito em função de Cleide Yáconis, que é muito boa, embora não excepcional. O coro é fraquíssimo, os atores homens idem. Soube pela Ana da morte de dona Bedecilda: outro golpe para você.
Não tenho escrito com mais freqüência porque não tenho tempo: passo a manhã inteira na faculdade, a noite no curso de arte dramática, à tarde preciso estudar (estamos em exames), escrever, filmar, fazer montes e montes de coisas. Ando muito esgotado, durmo só umas cinco horas por noite (logo eu, que se pudesse dormia umas 20), andei também ruim do coração, meu ritmo cardíaco estava a mais de 200 pulsações por minuto, precisei fazer um tratamento, não posso fazer esforço, nem tomar álcool, estou proibido de fumar mas não ligo. Algumas brigas terríveis em casa: andei fazendo umas experiências com mescalina, meus pais descobriram, foi aquele forró. Ando deprimido, agressivo, cansado — perdi uns cinco quilos: pareço um fantasma, tenho insônia e pesadelos horrendos, idéias negras durante a noite. Hildinha, se você soubesse como ando escuro, como ando perdido, como me distanciei de mim e das coisas em que acreditava: tenho participado de festas louquíssimas, na base da maconha, da nudez, jogo da verdade, bacanais, surubas. Por favor, queria tanto que me compreendesses. Ando muito sozinho, nessas festas se reúnem artistas plásticos, atores, atrizes, escritores — todos jovens, perdidos, desesperados — é uma coisa terrível. Chega a ser comovente a maneira errada como eles buscam a pureza, como eles tentam se convencer que os bacanais são a forma mais absoluta de comunicação: finjo o tempo todo, rio, sou alegre, dispersivo, com aquele brilho superficial e ridículo. E em cada fim de noite me sinto um lixo. Há tempos estou vivendo uma estória-deamor-impossível que rebenta a saúde: sei que não dá pé de jeito nenhum e não consigo me libertar, esquecer — estou completamente fixado nessa pessoa, vivo todas as horas do dia em função de encontrá-la, à noite. E insuportável. Sei que estou me autodestruindo, mas isso já não me assusta: penso se não será melhor afundar, afundar até acabar numa clínica. A juventude de Porto Alegre é uma coisa terrível: 90% de viciados em tóxicos, todos fugindo de si, das máquinas, do fazeralguma-coisa. Acho que quem está de fora não pode condenar, condenar simplesmente é desprezível — é preciso compreender. Existe uma sede de amor impressionante. Estou sendo muito honesto ao te contar essas coisas, poderia facilmente escondê-las: sei que me arrisco a te chocar, te ferir, te agredir. Mas eu nunca quis ser gostado por aquilo que não sou ou aparento ser. Não vejo saída, Hildinha, sinto que cada vez mais tudo se fecha. Também não adianta pedir ajuda a ninguém, ninguém pode dar. Talvez isso passe, não sei quando, talvez seja só uma fase, das mais dificeis que atravessei, mas até passar estarei me desgastando, me consumindo. Tenho chegado a extremos que não me julgava capaz. E como isso dói.
A antologia de contos foi lançada (estou mandando um exemplar) com muita badalação. Está vendendo bem. Vivi a experiência de uma tarde de autógrafos: me senti tolhido, constrangido, inibido. A imprensa anda me badalando muito. Mas descobri finalmente como tudo isso quer dizer pouco: o bom no escrever é o momento da criação, da vibração, da comunicação com o incognoscível que nos dita as coisas a serem escritas — o resto é lixo. A inveja é um fato: certas pessoas têm me agredido muito, na faculdade, na rua, geralmente intelectuais no mau sentido, frustrados e medíocres. Tenho horror desses rebucetes, rodinhas e frescuras literárias: procuro ficar na minha, sempre. Digo a todos os repórteres que não me sinto um escritor: que sou só um ser humano procurando um jeito de viver. E que talvez esse jeito seja escrever, sei lá. Meu livro está quase pronto, deverá ser lançado em breve. Queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que eu escrevi.
Não sei mais o que te escrever, estou muito confuso, muito distraído. Pressinto muito próximo o fim de alguma coisa que não sei especificar qual seja.
Mas não se preocupe muito comigo, não vale a pena. Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar. Não faço planos, não sei o que vai acontecer amanhã. É só, Hildinha. Um beijo enorme do seu,
Caio Fernando A breu.
PS — Depois de reler — não é tão grave assim. Fui muito dramático. Faça boas vibrações por mim. Por favor, compreenda tudo. E escreva logo.
Abraços no Dante.''
Dos meus preferidos, acho ele bastante profundo =)
sexta-feira, 25 de março de 2011
Caio F.
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como “estou contente oura vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás, com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na lagartixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Ficou tão longe o tempo das caudas decepadas das lagartixas, tão longe o tempo dos círculos de fogo em torno dos escorpiões, longe o tempo do sal sobre as lesmas, o tempo dos espinhos no traseiro das formigas, da pedra no peito dos passarinhos. Acendendo um cigarro, pensarás com ironia na lei do retorno. “Aqui se faz, aqui se paga!” – repete uma avó implacável na memória.
E agora: como se houvesse um deus menino, igual ao que foste naquele tempo longe que ficou, decepando cotidianamente a tua cauda (para que a regeneres), criando círculos de fogo em torno de teu corpo (para que te mates), gotejando lentamente o sal sobre tua pele (para que te dissolvas), cravando-te espinhos (para que te contorças) e procurando-te com o bodoque e a pedra afiada (para que te esvaias em sangue) no meio desse mato de palavras onde procuras disfarçar teu medo.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada mas tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
– ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga, mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca..."
Aposto que muita gente já leu algum trecho desse texto. Para quem nunca leu, leia. Vale muito a pena.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás, com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na lagartixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Ficou tão longe o tempo das caudas decepadas das lagartixas, tão longe o tempo dos círculos de fogo em torno dos escorpiões, longe o tempo do sal sobre as lesmas, o tempo dos espinhos no traseiro das formigas, da pedra no peito dos passarinhos. Acendendo um cigarro, pensarás com ironia na lei do retorno. “Aqui se faz, aqui se paga!” – repete uma avó implacável na memória.
E agora: como se houvesse um deus menino, igual ao que foste naquele tempo longe que ficou, decepando cotidianamente a tua cauda (para que a regeneres), criando círculos de fogo em torno de teu corpo (para que te mates), gotejando lentamente o sal sobre tua pele (para que te dissolvas), cravando-te espinhos (para que te contorças) e procurando-te com o bodoque e a pedra afiada (para que te esvaias em sangue) no meio desse mato de palavras onde procuras disfarçar teu medo.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada mas tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
– ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga, mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca..."
Aposto que muita gente já leu algum trecho desse texto. Para quem nunca leu, leia. Vale muito a pena.
O amor não tira férias
Eu sou bem suspeita para falar de comedias-românticas. Eu simplesmente amoo(...)oo esse tipo de filme. Quando assisto, brigo com o personagem, rio, choro, reflito e no final viro e falo ''Aii, foi o melhor filme que eu já vi!''. É sempre assim. Minha mãe que o diga, porque eu sempre a obrigo assistir filmes comigo haha.
Mas, então, era sábado a noite e eu não tinha nada para fazer, mas já que estava passando esse filme, eu resolvi assisti. E bem, adorei!
O filme ''O amor não tira férias'' é um filme mais antigo, precisamente de 2006. Conta a história de Iris Simpkins(Kate Winslet)e Amanda Woods(Cameron Diaz). Iris trabalha na Daily Telegragh, Londres, onde escreve uma coluna sobre casamentos. Ela é apaixonada por Jasper (Rufus Sewell), mas descobre que o amado está prestes a se casar com outra. Bem distante daquele lugar, precisamente em Los Angeles, encontra-se Amanda. Ela é dona de uma agência de publicidade especializada em trailers de filmes. Mas, tem quase o mesmo final trágico de relacionamento que Iris, ela descobre que seu namorado anda lhe traindo. Desconsolada encontra na internet um site para intercâmbio de casas, em que Iris também é cadastrada. Então as duas combinam de trocar de casas por um tempo. Iris vai para a luxuosa casa de Amanda e esta fica na simples cabana no interior da Inglaterra de Iris. Essa mudança faz com que as duas encontrem novas paixões, Iris conhece Miles (Jack Black), que é compositor de cinemas e trabalha com o ex-namorado da dona de sua nova casa. E Amanda conhece Graham (Jude Law), o irmão de Iris... Agora o final, só posso garantir que é bastante legal, e de certo modo, imprevisível!
Vou deixar aqui uma parte do filme que eu adorei:
Lindo né? Então, assistam!
Bárbara.
Mas, então, era sábado a noite e eu não tinha nada para fazer, mas já que estava passando esse filme, eu resolvi assisti. E bem, adorei!
O filme ''O amor não tira férias'' é um filme mais antigo, precisamente de 2006. Conta a história de Iris Simpkins(Kate Winslet)e Amanda Woods(Cameron Diaz). Iris trabalha na Daily Telegragh, Londres, onde escreve uma coluna sobre casamentos. Ela é apaixonada por Jasper (Rufus Sewell), mas descobre que o amado está prestes a se casar com outra. Bem distante daquele lugar, precisamente em Los Angeles, encontra-se Amanda. Ela é dona de uma agência de publicidade especializada em trailers de filmes. Mas, tem quase o mesmo final trágico de relacionamento que Iris, ela descobre que seu namorado anda lhe traindo. Desconsolada encontra na internet um site para intercâmbio de casas, em que Iris também é cadastrada. Então as duas combinam de trocar de casas por um tempo. Iris vai para a luxuosa casa de Amanda e esta fica na simples cabana no interior da Inglaterra de Iris. Essa mudança faz com que as duas encontrem novas paixões, Iris conhece Miles (Jack Black), que é compositor de cinemas e trabalha com o ex-namorado da dona de sua nova casa. E Amanda conhece Graham (Jude Law), o irmão de Iris... Agora o final, só posso garantir que é bastante legal, e de certo modo, imprevisível!Vou deixar aqui uma parte do filme que eu adorei:
"— Por que sempre gosto da garota má?
— Você não sabia disso.
— Mas sabia que não era boa...
— ...
— Porque nos apaixonamos por uma pessoa mesmo sabendo que ela é errada?
— Essa eu sei a resposta. Porque você espera estar enganado, e sempre que ela faz uma coisa que mostra que ela não é boa, você ignora, e sempre que ela age bem e te surpreende, ela te reconquista. E aí você esquece a idéia de que ela não serve pra você.
— Era do cara que você gostava? *Referindo-se ao envelope em cima da mesa.*
— Era sim. Mas acontece que ele não me amava como eu esperava... Bom, o que estou tentando dizer é que eu entendo o que é se sentir a menor e a mais insignificante das criaturas do mundo e isso faz você sentir dores em lugares que nem sabia que existiam no corpo. Não importa quantos penteados novos você fizer, ou em quantas academias entrar, ou ainda quantas taças de frisante você tomar com as amigas, você ainda vai pra cama, toda noite, pensando em cada detalhe, imaginando o que fez de errado, ou como pode ter interpretado mal, e como foi que por um breve momento, você achou que podia ser tão feliz. Às vezes você consegue até se convencer de que ele, num passe de mágica, irá ate à sua porta... e depois de tudo isso, demore o tempo que tenha que demorar, você vai para um lugar novo, vai conhecer pessoas novas que fazem você se valorizar e pedacinhos da sua alma vão finalmente voltar. E aquela época turva, aquele tempo ou a vida que você desperdiçou, tudo isso começa a se dissipar.
— Tome, você precisa mais do que eu... *Entregando um lenço.*
— Ah, Miles, você sempre foi um cara ótimo...
— Eu sei.. esse sempre foi meu grande problema."
— Mas sabia que não era boa...
— ...
— Porque nos apaixonamos por uma pessoa mesmo sabendo que ela é errada?
— Essa eu sei a resposta. Porque você espera estar enganado, e sempre que ela faz uma coisa que mostra que ela não é boa, você ignora, e sempre que ela age bem e te surpreende, ela te reconquista. E aí você esquece a idéia de que ela não serve pra você.
— Era do cara que você gostava? *Referindo-se ao envelope em cima da mesa.*
— Era sim. Mas acontece que ele não me amava como eu esperava... Bom, o que estou tentando dizer é que eu entendo o que é se sentir a menor e a mais insignificante das criaturas do mundo e isso faz você sentir dores em lugares que nem sabia que existiam no corpo. Não importa quantos penteados novos você fizer, ou em quantas academias entrar, ou ainda quantas taças de frisante você tomar com as amigas, você ainda vai pra cama, toda noite, pensando em cada detalhe, imaginando o que fez de errado, ou como pode ter interpretado mal, e como foi que por um breve momento, você achou que podia ser tão feliz. Às vezes você consegue até se convencer de que ele, num passe de mágica, irá ate à sua porta... e depois de tudo isso, demore o tempo que tenha que demorar, você vai para um lugar novo, vai conhecer pessoas novas que fazem você se valorizar e pedacinhos da sua alma vão finalmente voltar. E aquela época turva, aquele tempo ou a vida que você desperdiçou, tudo isso começa a se dissipar.
— Tome, você precisa mais do que eu... *Entregando um lenço.*
— Ah, Miles, você sempre foi um cara ótimo...
— Eu sei.. esse sempre foi meu grande problema."
Lindo né? Então, assistam!
Bárbara.
Dinâmica.
Sim, sim, o Aloísio fez dinâmica hoje! (E eu chorei como sempre haha). Mas como o próprio pediu, vou descrever o que eu senti.
Começou o relaxamento, até aí tudo beleza. Respira e solta o ar, respira e solta o ar... Eu já estava me sentindo bem relaxada, foi quando ele começou a falar. Não vou entrar muito em detalhes sobre cada parte que ele falou, mas, bem no finalzinho quando ele pediu para nós levantarmos e ficássemos de pé foi a parte que mais doeu em mim. Por que eu queria tanto estar junto do meu vô e poder o abraçar, falar para ele o quanto eu amo ele. Mas isso não é possível. Infelizmente. Por isso temos que valorizar as pessoas ao máximo. Ama-las enquanto elas ainda estão vivas.
Outro momento que eu adoro na dinâmica é quando você abraça a pessoa e você sente ou que ela está arrependida com o que fez ou que ela gosta mesmo de você. Para mim, não há nada mais emocionante do que aquele abraço bem forte com um choro! Pois na dinâmica as pessoas ficam mais ''vulneráveis'' e aí sim ela mostra o verdadeiro sentimento que tem por você. Eu queria abraçar muito mais gente, pena que não deu tempo.
Então, acabou que eu cheguei em casa com a maior cara de choro do mundo e todo mundo me ficou olhando na rua. Mas sempre vale a pena a dinâmica, vamos dizer, minha alma fica ''limpa''.
Ah, não tenho mais nada para falar. Dizem por aí que tem coisas que só da para sentir não é? É bem isso que acontece na dinâmica.
Enfim, só tenho que agradecer ao Aloísio por nos proporcionar esse momento maravilhoso de reflexão. Muuu(...)ito obrigada mesmo!
Beijos,
Bárbara.
Começou o relaxamento, até aí tudo beleza. Respira e solta o ar, respira e solta o ar... Eu já estava me sentindo bem relaxada, foi quando ele começou a falar. Não vou entrar muito em detalhes sobre cada parte que ele falou, mas, bem no finalzinho quando ele pediu para nós levantarmos e ficássemos de pé foi a parte que mais doeu em mim. Por que eu queria tanto estar junto do meu vô e poder o abraçar, falar para ele o quanto eu amo ele. Mas isso não é possível. Infelizmente. Por isso temos que valorizar as pessoas ao máximo. Ama-las enquanto elas ainda estão vivas.
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| Awn. |
Então, acabou que eu cheguei em casa com a maior cara de choro do mundo e todo mundo me ficou olhando na rua. Mas sempre vale a pena a dinâmica, vamos dizer, minha alma fica ''limpa''.
Ah, não tenho mais nada para falar. Dizem por aí que tem coisas que só da para sentir não é? É bem isso que acontece na dinâmica.
Enfim, só tenho que agradecer ao Aloísio por nos proporcionar esse momento maravilhoso de reflexão. Muuu(...)ito obrigada mesmo!
Beijos,
Bárbara.
sábado, 19 de março de 2011
Carta Anônima - Caio Fernando de Abreu
"Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.
Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você - seria, seriam? Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.
Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo."
Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo."
sexta-feira, 18 de março de 2011
A BBC diz que a maioria das pessoas já leu pelo menos seis desses livros. OLHA QUE MASSA. (Vi em um Tumblr alheio e salvei no bloco de notas)
2 The Lord of the Rings – JRR Tolkien
3 Jane Eyre – Charlotte Bronte
4 Harry Potter series – JK Rowling
5 To Kill a Mockingbird – Harper Lee
6 The Bible
7 WHY IS THERE NO 7??
8 Nineteen Eighty Four – George Orwell
9 His Dark Materials – Philip Pullman
10 Great Expectations – Charles Dickens
11 Little Women – Louisa M Alcott
12 Tess of the D’Urbervilles – Thomas Hardy
13 Catch 22 – Joseph Heller
14 Complete Works of Shakespeare
15 Rebecca – Daphne Du Maurier
16 The Hobbit – JRR Tolkien
17 Birdsong – Sebastian Faulks
18 Catcher in the Rye – JD Salinger
19 The Time Traveller’s Wife – Audrey Niffenegger
20 Middlemarch – George Eliot
21 Gone With The Wind – Margaret Mitchell
22 The Great Gatsby – F Scott Fitzgerald
23 Bleak House – Charles Dickens
24 War and Peace – Leo Tolstoy
25 The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy – Douglas Adams
26 Brideshead Revisited – Evelyn Waugh
27 Crime and Punishment – Fyodor Dostoyevsky
28 Grapes of Wrath – John Steinbeck
29 Alice in Wonderland - Lewis Carroll
30 The Wind in the Willows - Kenneth Grahame
31 Anna Karenina – Leo Tolstoy
32 David Copperfield – Charles Dickens
33 Chronicles of Narnia – CS Lewis
34 Emma – Jane Austen
35 Persuasion – Jane Austen
36 The Lion, The Witch and The Wardrobe – CS Lewis
37 The Kite Runner - Khaled Hosseini
38 Captain Corelli’s Mandolin – Louis De Berniere
39 Winnie the Pooh – AA Milne
41 Animal Farm – George Orwell
42 The Da Vinci Code - Dan Brown
43 One Hundred Years of Solitude – Gabriel Garcia Marquez
44 A Prayer for Owen Meaney – John Irving
45 The Woman in White – Wilkie Collins
46 Anne of Green Gables - LM Montgomery
47 Far From The Madding Crowd – Thomas Hardy
48 The Handmaid’s Tale – Margaret Atwood
49 Lord of the Flies - William Golding
50 Atonement – Ian McEwan
51 Life of Pi – Yann Martel
52 Dune – Frank Herbert
53 Cold Comfort Farm – Stella Gibbons
54 Sense and Sensibility – Jane Austen
55 A Suitable Boy – Vikram Seth
56 The Shadow of the Wind – Carlos Ruiz Zafon
57 A Tale Of Two Cities – Charles Dickens
58 Brave New World – Aldous Huxley
59 The Curious Incident of the Dog in the Night-time - Mark Haddon
60 Love In The Time Of Cholera – Gabriel Garcia Marquez
61 Of Mice and Men – John Steinbeck
62 Lolita – Vladimir Nabokov
63 The Secret History – Donna Tartt
64 The Lovely Bones – Alice Sebold
65 Count of Monte Cristo – Alexandre Dumas
66 On The Road – Jack Kerouac
67 Jude the Obscure – Thomas Hardy
68 Bridget Jones’s Diary – Helen Fielding
69 Midnight’s Children – Salman Rushdie
70 Moby Dick – Herman Melville
71 Oliver Twist – Charles Dickens
72 Dracula – Bram Stoker
73 The Secret Garden – Frances Hodgson Burnett
74 Notes From A Small Island – Bill Bryson
75 Ulysses – James Joyce
76 The Bell Jar – Sylvia Plath
77 Swallows and Amazons – Arthur Ransome
78 Germinal – Emile Zola
79 Vanity Fair – William Makepeace Thackeray
80 Possession – AS Byatt
81 A Christmas Carol – Charles Dickens
82 Cloud Atlas – David Mitchell
83 The Color Purple – Alice Walker
84 The Remains of the Day – Kazuo Ishiguro
85 Madame Bovary – Gustave Flaubert
86 A Fine Balance – Rohinton Mistry
87 Charlotte’s Web – EB White
88 The Five People You Meet In Heaven – Mitch Albom
89 Adventures of Sherlock Holmes – Sir Arthur Conan Doyle
90 The Faraway Tree Collection – Enid Blyton
91 Heart of Darkness – Joseph Conrad
92 The Little Prince – Antoine De Saint-Exupery
93 The Wasp Factory – Iain Banks
94 Watership Down – Richard Adams
95 A Confederacy of Dunces – John Kennedy Toole
96 A Town Like Alice – Nevil Shute
97 The Three Musketeers – Alexandre Dumas
98 Hamlet – William Shakespeare
99 Charlie and the Chocolate Factory – Roald Dahl
100 Les Miserables – Victor Hugo
quarta-feira, 16 de março de 2011
ocean's eleven
Vi o popular Ocean's Eleven (Onze Homens e Um Segredo) segunda-feira, e gostei muito. Não é um filme do tipo "UAU, VOCÊ VAI PARA OS MEUS FAVORITOS!!!!!!", mas é uma boa opção para se ver numa tarde chuvosa. Conta como um grupo de onze pessoas rouba três cassinos badaladíssimos em Las Vegas. Eu gostei da história, do elenco e dos personagens. Aconselho muitíssimo!
Renata.
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AEAEAEAEAE!!!! Promoção sorteando o novo livro do Rick Riordan (Percy Jackson). VEM, GENTE!!!
the haund of the baskervilles
Agora vou dar uma paradinha em falar de filmes (mas já já volto, heh), para falar do meu último livro lido, que foi nada mais, nada menos que uma das melhores (pelo menos me falaram que é) histórias do detetive mais sagaz e famoso do mundo inteiro: Sherlock Holmes!
É ótimo! ASSIM, DEMAIS!!!! Não poupo elogios! Não tenho muita experiência em romances policiais (acho que até agora só li esse e O Caso Dos Dez Negrinhos da rainha do policial, Agatha Christie), mas a história me cativou do início ao fim.
A história é sobre os Baskervilles. Eles são "amaldiçoados" e depois da morte de Sir Charles Baskerville, um amigo seu, dr. Mortimer, foi pedir ajuda ao detetive, já que o herdeiro da grande fortuna vai se mudar para a mansão dos Baskervilles.
Leiam, leiam, leiam! ♥
É ótimo! ASSIM, DEMAIS!!!! Não poupo elogios! Não tenho muita experiência em romances policiais (acho que até agora só li esse e O Caso Dos Dez Negrinhos da rainha do policial, Agatha Christie), mas a história me cativou do início ao fim.
A história é sobre os Baskervilles. Eles são "amaldiçoados" e depois da morte de Sir Charles Baskerville, um amigo seu, dr. Mortimer, foi pedir ajuda ao detetive, já que o herdeiro da grande fortuna vai se mudar para a mansão dos Baskervilles.
Leiam, leiam, leiam! ♥
Renata.
quinta-feira, 10 de março de 2011
the social network
Ooooutro filme que vi esses dias para trás, foi The Social Network: a história da criação do Facebook. Logo no pôster já fala mais ou menos o enredo - "Você não ganha quinhentos milhões amigos sem ter feito alguns inimigos". Ele ganhou muitos prêmios, entre os quais três Oscars (!!!!!!!!!), e muitas - MUITAS - outras indicações. Eu achei muito engraçado e interessante, aconselho de verdade (mas tem que prestar atenção, porque eles falam meio rápido e as cenas vivem mudando de atual para passado e vice versa). E achei também a música dos créditos GENIAL, não só por ser Beatles, mas pelo refrão e pela situação. "Baby, you're a rich man..." [Baby, você é um cara rico].
ACONSELHO DEMAIS! Garanto risadas.
Renata.
Pão-de-Mel - Rachel Cohn
Para falar a verdade, quando comprei esse livro, eu realmente estava meia na dúvida. Mas como ele estava em um preço baratinho. Resolvi comprar. E adorei!
Conta a história de Cyd Charisse, que depois de ser expulsa do colégio interno, volta a morar com sua mãe e o seu padrasto em São Francisco. Porém, Cyd é apaixonada com a liberdade e não se importa de quebrar as regras. Então, nessa nova fase ''sem aulas'', não demora muito para aprontar, e dorme na casa do namorado Sid, um surfista.
Quando sua rebeldia sai do controle, Cyd é mandada para Nova York, onde vai morar com o pai, Frank, que não vê há anos... A melhor lembrança que ela guarda dele é Pão-de-Mel, uma boneca de pano que ganhou aos 5 anos e de quem nunca mais separou.
Mas, quando Cyd chega a Nova York, ela tem uma grande decepção. A nova família está longe de ser tudo que ela esperava. Porém isso vai mostrar grandes lições a ela. Como por exemplo, valorizar sua família.
A leitura desse livro é uma delícia! Alguns pontos da leitura são meio confuso, mas dá para entender tudo. Para você ter idéia de como o livro é bom, dá vontade de a gente 'entrar' o livro e viver a história da personagem. É realmente uma história impressionante.
Bom, vou deixar minhas frases preferidas:
''Vou ser tão rebelde quanto eu quiser''
''Não me importei de ser 12 centímetros mais alta do que Siri - mais ainda quando uso minhas plataformas de 12 centímetros - ou por ele escutar disco music numa vitrola antigona que herdou do irmão mais velho. Eu estava sofrendo de síndrome pós-traumática de Justin, e Siri era exatamente o que eu precisava.
Ele tem o coração enorme''
''Siri me olhou e disse:
- Ei, você é da escola. - Ele tinha uma voz estranhamente profunda e grave, que você não esperaria em alguém tão baixo e esquelético, e tinha cabelo castanho-claro, com uma mecha platinada e espetada na frente, sobre a testa. Se eu fosse uma personagem de desenho animado, apareceriam as letras D-E-S-E-J-O piscando nos meus olhos, como mostruários de caça-níqueis de Las Vegas.''
E alguns comentários sobre o livro:
Conta a história de Cyd Charisse, que depois de ser expulsa do colégio interno, volta a morar com sua mãe e o seu padrasto em São Francisco. Porém, Cyd é apaixonada com a liberdade e não se importa de quebrar as regras. Então, nessa nova fase ''sem aulas'', não demora muito para aprontar, e dorme na casa do namorado Sid, um surfista.
Mas, quando Cyd chega a Nova York, ela tem uma grande decepção. A nova família está longe de ser tudo que ela esperava. Porém isso vai mostrar grandes lições a ela. Como por exemplo, valorizar sua família.
A leitura desse livro é uma delícia! Alguns pontos da leitura são meio confuso, mas dá para entender tudo. Para você ter idéia de como o livro é bom, dá vontade de a gente 'entrar' o livro e viver a história da personagem. É realmente uma história impressionante.
Bom, vou deixar minhas frases preferidas:
''Vou ser tão rebelde quanto eu quiser''
''Não me importei de ser 12 centímetros mais alta do que Siri - mais ainda quando uso minhas plataformas de 12 centímetros - ou por ele escutar disco music numa vitrola antigona que herdou do irmão mais velho. Eu estava sofrendo de síndrome pós-traumática de Justin, e Siri era exatamente o que eu precisava.
Ele tem o coração enorme''
''Siri me olhou e disse:
- Ei, você é da escola. - Ele tinha uma voz estranhamente profunda e grave, que você não esperaria em alguém tão baixo e esquelético, e tinha cabelo castanho-claro, com uma mecha platinada e espetada na frente, sobre a testa. Se eu fosse uma personagem de desenho animado, apareceriam as letras D-E-S-E-J-O piscando nos meus olhos, como mostruários de caça-níqueis de Las Vegas.''
E alguns comentários sobre o livro:
''Pão-de-Mel não é apenas mais um romance teen.'' - Elle Girl
''Inesquecível.'' - Teen People
Ah, e eu estava pesquisando aqui e descobri que tem a continuação do livro! Os outros chamam Cupcake e Siri. Mal posso esperar para comprar!
Beijos e boa leitura,
Bárbara.
quarta-feira, 9 de março de 2011
corpse bride
Aproveitando o embalo, vou falar sobre o outro filme: Corpse Bride. E ele não é nada infantil, apesar de ser uma animação. Conta a história de Victor e Victoria, que se conheceram às vésperas de seu próprio casamento, e Emily, a noiva cadáver. Devido ao nervosismo de Victor no ensaio e alguns embaraços causados por este, Victor acabou fugindo para a floresta e treinando consigo mesmo os votos, acabou se casando acidentalmente com Emily. O que acontece depois... Bem, vocês terão que procurar na internet ou ver o filme, porque eu não falo nada. E confesso: chorei no final.
I was a bride. My dreams were taken from me. But now - now I've stolen them from someone else. I love you, Victor, but you are not mine. [Eu era uma noiva. Meus sonhos foram tirados de mim. Mas agora - agora eu estou roubando-os de outra pessoa. Eu te amo, Victor, mas você não é meu.]
Aconselho!
Renata.
v for vendetta
Vou começar a falar sobre o que eu tenho visto/lido/etc. Devido ao feriado, só pude postar agora sobre um dos meus filmes favoritos. Na última sexta-feira eu, Mariana e Sophia vimos dois filmes: Corpse Bride (Noiva Cadáver) e V For Vendetta (V de Vingança). Nesse post vou falar de V For Vendetta e depois falo de Corpse Bride.
Eu já tinha visto V duas vezes, e minha opinião não mudou. Sou péssima em dissertações e não gosto dos resumos da Wikipedia, porque têm muitos spoiler (revelações sobre o enredo) e eu não quero acabar com a magia caso um dia vocês cheguem a ver.
O filme foi inspirado numa série de quadrinhos também chamada V For Vendetta que eu morro de vontade de ler. Conta a história de V, um revolucionário em meio à uma ditadura e Evey, uma inocente que acaba por ser afetada por essa ditadura. É aquele tipo de filme que você juraria que é chato, mas no meio você já está aos prantos e se perguntando "POR QUÊ?!?!?!". Pergunte às meninas se você acha que eu estou mentindo.
Algumas das citações que eu amo:
V: I told you, only truth. For 20 years, I sought only this day. Nothing else existed... until I saw you. Then everything changed. I fell in love with you Evey. And to think I no longer believed I could. [Eu te disse apenas a verdade. Por vinte anos eu só via esse dia. Nada mais existia... até eu te ver. Depois tudo mudou. Eu me apaixonei por você, Evey. E mais do que eu acreditaria ser possível.]
Evey Hammond: But I don't want you to die. [Eu não quero que você morra.]
V: That's the most beautiful thing you could have ever given me. [Essa é a coisa mais bonita que você poderia me dar]
Aconselho. Tenha a idade que você tiver, você irá adorar.
Eu já tinha visto V duas vezes, e minha opinião não mudou. Sou péssima em dissertações e não gosto dos resumos da Wikipedia, porque têm muitos spoiler (revelações sobre o enredo) e eu não quero acabar com a magia caso um dia vocês cheguem a ver.
O filme foi inspirado numa série de quadrinhos também chamada V For Vendetta que eu morro de vontade de ler. Conta a história de V, um revolucionário em meio à uma ditadura e Evey, uma inocente que acaba por ser afetada por essa ditadura. É aquele tipo de filme que você juraria que é chato, mas no meio você já está aos prantos e se perguntando "POR QUÊ?!?!?!". Pergunte às meninas se você acha que eu estou mentindo.
Algumas das citações que eu amo:
V: I told you, only truth. For 20 years, I sought only this day. Nothing else existed... until I saw you. Then everything changed. I fell in love with you Evey. And to think I no longer believed I could. [Eu te disse apenas a verdade. Por vinte anos eu só via esse dia. Nada mais existia... até eu te ver. Depois tudo mudou. Eu me apaixonei por você, Evey. E mais do que eu acreditaria ser possível.]
Evey Hammond: But I don't want you to die. [Eu não quero que você morra.]
V: That's the most beautiful thing you could have ever given me. [Essa é a coisa mais bonita que você poderia me dar]
"Debaixo dessa máscara tem mais que carne. Debaixo dessa máscara tem uma ideia, Mr Creedy. E ideias são à prova de bala."
Aconselho. Tenha a idade que você tiver, você irá adorar.
Atenciosamente,
Renata.
Quando me amei de verdade - Kim McMillen & Alison McMillen
Hoje eu acordei e vi que meus livros tinham chegados! Até que fim, depois de tanta espera e ansiedade. E um deles se chama ''Quando me amei de verdade''.
O livro nasceu por acaso. Kim McMillen foi escrevendo em um caderninho suas reflexões sobre a vida, e sua filha, Alison, fez uma edição para presentear alguns parentes e amigos.
O livro foi passando de mão em mão, encantando as pessoas por transmitir, de forma simples, verdades importantes: nunca estamos sozinhos quando sabemos aproveitar nossa própria companhia e, para amar os outros, precisamos primeiro nos amar.
Kim McMillen, a autora, morreu aos 52 anos, pouco depois de escrever este livro.
Enfim, o livro é composto de frases que mostra a alma de Kim, suas verdades e seu desejo profundo de ser feliz. É perfeito. Algo que nos faz parar e pensar. Eu, particularmente, adorei. É uma leitura bem leve (o livro também é bem pequeno, 86 páginas.) Valeu muito ler!
Vou postar as minhas frases favoritas:
''Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e hábitos - qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas hoje eu sei que é amor-próprio.''
''Quando me amei de verdade,
não fiquei tão preocupada em perdoar os outros.''
''Quando me amei de verdade,
deixei de atender o telefone quando não estava com vontade de conversar.''
Aí fica dica de um bom livro para se ler quando se sentir sozinha.
Boa leitura!
Bárbara.
O livro nasceu por acaso. Kim McMillen foi escrevendo em um caderninho suas reflexões sobre a vida, e sua filha, Alison, fez uma edição para presentear alguns parentes e amigos.
O livro foi passando de mão em mão, encantando as pessoas por transmitir, de forma simples, verdades importantes: nunca estamos sozinhos quando sabemos aproveitar nossa própria companhia e, para amar os outros, precisamos primeiro nos amar.
Kim McMillen, a autora, morreu aos 52 anos, pouco depois de escrever este livro.
Enfim, o livro é composto de frases que mostra a alma de Kim, suas verdades e seu desejo profundo de ser feliz. É perfeito. Algo que nos faz parar e pensar. Eu, particularmente, adorei. É uma leitura bem leve (o livro também é bem pequeno, 86 páginas.) Valeu muito ler!
Vou postar as minhas frases favoritas:
''Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e hábitos - qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas hoje eu sei que é amor-próprio.'' ''Quando me amei de verdade,
não fiquei tão preocupada em perdoar os outros.''
''Quando me amei de verdade,
deixei de atender o telefone quando não estava com vontade de conversar.''
Aí fica dica de um bom livro para se ler quando se sentir sozinha.
Boa leitura!
Bárbara.
Olá!
Indo direto ao ponto, como a Renata fez anteriormente, eu também não sei falar sobre mim. Por isso eu leio. Lendo eu tento me descobrir. Fala sério, quem nunca leu uma frase e pensou ''Nossa, isso parece com o que eu estou sentindo!''. Então, eu sou isso. Cada dia descubro mais e mais sobre mim e meus sentimentos.
E eu convido a você entrar nesse mundo da leitura e se (re)descobrir.
Espero que gostem do blog,
Bárbara.
sexta-feira, 4 de março de 2011
hello, world!
Vou direto ao ponto: não sei falar sobre mim. Então não vou prometer nada - nem que eu sou legal, porque tenho certeza que não sei mentir -, só que irei me esforçar para fazer algo legal.
Aqui estão meu
listography, formspring e twitter, eles vão esclarecer muito mais facilmente sobre mim do que eu mesma.
Depois a Bárbara vem cá e fala sobre ela, eu já estou de saída.
Aqui estão meu
listography, formspring e twitter, eles vão esclarecer muito mais facilmente sobre mim do que eu mesma.
Depois a Bárbara vem cá e fala sobre ela, eu já estou de saída.
Apareçam!
Renata.
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